
Combate a corrupção e aos privilégios via fiscalização
Transparência, controle de indicadores e combate aos privilégios para acabar com o desperdício de dinheiro público.

Minha visão
O dinheiro dos impostos sai do seu bolso, mas a qualidade do serviço raramente volta para a sua vida. Por que aceitamos no setor público erros e desperdícios que quebrariam qualquer empresa privada em uma semana? A resposta é a falta de consequência. Sem metas claras e sem fiscalização real, a ineficiência vira rotina e a corrupção encontra brechas.
É preciso simplicidade e técnica: aplicar a lógica de processos, indicadores e meritocracia dentro da máquina pública. Não existe mágica, existe método. Precisamos de um Estado que planeje, execute e preste contas, onde o gestor público tenha responsabilidade sobre o resultado — ou a falta dele. Chega de obras paradas e privilégios intocáveis.


Gestão: ao lidar com processos públicos e compará-los com a lógica que vivi implantando projetos e respondendo por compras no setor privado, constatei uma realidade preocupante: falta de planejamento, ausência de metas e baixa responsabilização por atrasos e desperdícios. Obras paradas, contratos mal executados e prazos descumpridos não são exceção — são regra. Isso exige planejamento rigoroso, critérios técnicos objetivos e, sobretudo, fiscalização estruturada e contínua — assegurando metas claras, prazos definidos e continuidade institucional mesmo entre ciclos eleitorais. Além disso, gastar além do que se arrecada, sustentar privilégios, tolerar desperdícios e manter políticas públicas que não geram resultados tornou-se prática recorrente em diversas áreas do setor público. A ausência de controle externo efetivo e de penalidades concretas alimenta a repetição dos mesmos erros. Reforçar os mecanismos de fiscalização, exigir responsabilidade fiscal e cobrar resultados objetivos não é opção ideológica — é condição básica para que o Estado funcione com eficiência e respeito ao contribuinte.
Corrupção: ao longo da minha atuação em diferentes ambientes — públicos e privados — identifiquei práticas recorrentes de corrupção e má gestão. Em contratos, obras na cidade e no estado de São Paulo, concessões de serviços públicos e até na administração de condomínios, há sinais claros de desvios e favorecimentos. A prevenção deve ser regra, não exceção. O combate à corrupção e à impunidade precisa integrar a rotina institucional do Estado. É necessário garantir o respeito à lei, a transparência ativa, a punição efetiva e o uso firme de instrumentos como CPIs, além da atuação coordenada e independente dos órgãos de controle, segurança e justiça.
Eficiência: durante toda minha carreira como gestor industrial, enfrentei o desafio de equilibrar custo, produtividade e manutenção de empregos. Sei que é possível reduzir gastos sem comprometer a qualidade do serviço e a geração de empregos, por meio de estratégias inteligentes e bem estruturadas. A máquina pública pode seguir o mesmo caminho: digitalização, uso de inteligência artificial, revisão de processos e estruturas organizacionais, combate a desperdícios, corte de privilégios e novos modelos de contratação com foco na meritocracia. É assim que se entrega mais com menos — com eficiência, responsabilidade e melhor qualidade para o cidadão.
O QUE PENSO


01. Eliminar políticas ineficazes e eternas
Revisar e revogar leis obsoletas, redundantes ou inúteis, exigir avaliação antes e depois das políticas públicas, aplicar cláusula de validade automática e adotar metodologia permanente de análise de impacto nas secretarias.
02. Estabelecer emendas parlamentares com critério e transparência
Criar participação social, critérios técnicos, foco em áreas essenciais, distribuição proporcional, transparência total da execução e responsabilização por desvios.
03. Exercer fiscalização ativa e cobrança permanente do Executivo
Usar requerimentos, convocações, intimações, audiências públicas e representações ao TCE e MP para fiscalizar concessionárias, Organizações da Sociedade Civil (OSCs), empresas contratadas e beneficiárias de incentivos fiscais.
04. Implementar Orçamento Base Zero contra desperdícios
Reavaliar todas as despesas anualmente com base em evidências, impedir renovações automáticas e incentivar municípios a adotarem o modelo, premiando políticas que comprovem resultados concretos.
05. Fiscalizar rigorosamente concessões como ENEL e SABESP
Monitorar investimentos, qualidade do serviço, metas de universalização, tarifas, planos de contingência e aplicar penalidades quando houver descumprimento contratual.
06. Garantir licitações sem direcionamento e contratos sob vigilância
Monitorar editais, mapear concentração de fornecedores, fiscalizar aditivos e obras públicas e exigir auditorias diante de indícios de sobrepreço ou superfaturamento.
07. Garantir transparência e responsabilidade na gestão condominial
Criar Código Estadual de Transparência Condominial, exigir publicação digital de contas e contratos, cadastrar síndicos, submeter administradoras ao Código de Defesa do Consumidor (CDC) e permitir fiscalização pelo Procon.
08. Exigir responsabilidade fiscal também nos municípios
Priorizar transferências voluntárias e verbas discricionárias do Estado a municípios que cumpram a Lei de Responsabilidade Fiscal (LRF), adotem o Orçamento Base Zero, implementem a Lei de Acesso à Informação (LAI) e metas de eficiência, incentivando consórcios e promovendo a fusão de cidades inviáveis com extinção de municípios estruturalmente deficitários.
09. Vender imóveis ociosos e gerar receita
Determinar venda obrigatória de imóveis subutilizados, com metas anuais e cronograma de leilões, limitando cessões improdutivas e reduzindo desperdício do patrimônio público.
10. Exercer fiscalização permanente do orçamento público
Monitorar estouros de despesas, atrasos, suplementações e subexecuções, exigir planos de correção, propor redirecionamento de recursos e acionar o Tribunal de Contas quando houver má gestão.
11. Instaurar CPI sempre que o interesse público for ameaçado
Propor CPIs diante de indícios de má gestão, falhas graves em serviços essenciais, descumprimentos contratuais, distorções fiscais ou omissão fiscalizatória relevante.
12. Garantir transparência total sobre uso do dinheiro público
Ampliar divulgação de notas fiscais, uso de imóveis públicos, dados de Organizações da Sociedade Civil (OSCs) via Marco Regulatório das Organizações da Sociedade Civil (MROSC) e identificação nominal de responsáveis por informações oficiais.
13. Implantar planejamento com metas e resultados reais
Implantar planejamento de longo prazo integrado ao PPA e LDO, com metas claras, indicadores objetivos, dados abertos e avaliação contínua da qualidade dos serviços prestados à população.
14. Implementar meritocracia de verdade no serviço público
Criar metas individuais, avaliação anual integrada à corregedoria, progressões por desempenho, bônus por resultado, plano de recuperação para baixo desempenho e estabilidade condicionada à entrega efetiva.
15. Modernizar e valorizar bons servidores
Unificar cargos equivalentes, ampliar mobilidade funcional, alongar carreiras e vincular remuneração à complexidade, responsabilidade e desempenho, valorizando liderança, especialização técnica e entrega de resultados.
16. Atualizar vínculos e acabar com privilégios trabalhistas
Criar novos modelos de contratação no setor público, revisar temporários e equiparar regras ao setor privado, encerrando férias excessivas, licenças especiais e benefícios desproporcionais.
17. Promover transformação digital para um Estado mais eficiente
Integrar bases de dados, estimular consórcios tecnológicos entre municípios para ganho de escala e redução de custos, digitalizar serviços essenciais e reduzir estrutura administrativa com tecnologia, mantendo ou ampliando a qualidade do atendimento ao cidadão.
18. Ampliar privatizações para melhorar serviços e reduzir conflitos
Ampliar privatizações, reduzir presença empresarial do Estado e concentrar o governo em regular e fiscalizar, aumentando eficiência, disciplina fiscal e qualidade dos serviços públicos.
19. Responsabilizar gestores de estatais por prejuízos
Estabelecer responsabilização por gestão temerária e ampliar transparência sobre remuneração, ativos, investimentos e estrutura societária das empresas públicas.
20. Blindar órgãos de controle contra influência política
Vetar indicações políticas em órgãos de controle, profissionalizar conselhos, ampliar auditorias independentes e reforçar compliance e transparência ativa na administração indireta.
21. Combater corrupção com firmeza e proteger denunciantes
Aplicar fiscalização baseada em risco, agilizar recuperação de recursos desviados e proteger denunciantes com anonimato e segurança contra retaliações.
22. Eliminar privilégios no topo do funcionalismo
Aplicar teto remuneratório integral, reduzir férias e auxílios especiais, extinguir aposentadoria como punição e racionalizar verba de gabinete parlamentar.
23. Moralizar gastos e cortar excessos
Revogar sigilos injustificados, dar publicidade total às despesas e restringir uso de veículos, aviões e cartões corporativos exclusivamente a funções institucionais.
24. Disponibilizar dados abertos e facilitar acesso à informação
Integrar sistemas, ampliar transparência sobre contratos e licitações e apoiar municípios na implementação efetiva da Lei de Acesso à Informação.

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Marcelo Faro
Engenheiro, gestor e um cidadão indignado. Trabalhando para trazer a eficiência e a seriedade da iniciativa privada para a gestão pública. Por um Brasil com mais mérito e menos privilégios
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